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    Ingo Maurer cruzou a linha entre arte e design ao experimentar radicalmente seu fascínio pela luz

    Traduzir sentimentos e criar a possibilidade para a vivencia de experiências estético-sensoriais através da luz. Talvez esta seja uma forma de resumir a vasta obra do designer alemão Ingo Maurer. Conhecido mundialmente como “o poeta da luz”, Maurer dedicou toda a sua vida à busca pela materialização das sensações, através desse elemento intangível e de beleza fascinante.

    O designer nasceu no entre-Guerras, em 1932, em uma ilha do lago Constança, chamada Reichenau, ao sul da Alemanha e era filho de um pescador. Em uma entrevista ao Die Neue Sammlung de Munique, museu dedicado ao design, Maurer diz ser difícil explicar seu fascínio pela luz, mas afirma que certamente começou ao acompanhar o pai e observar os reflexos dançantes das águas do lago, bem como o movimento das folhas ao vento sobre o povoado. O designer se dizia um sonhador e acrescentava que se apaixonou pela luz e a luminosidade presente, também, nos olhos das pessoas.

    Bulb (1966), primeira criação de Ingo Maurer

    Na juventude, estudou tipografia – como aprendiz, logo após a morte precoce do pai, quando Ingo ainda contava 15 anos – e design gráfico na Suíça e em Munique. Nos anos 1960, se mudou para os Estados Unidos para trabalhar como designer em várias empresas, incluindo a IBM. Mas o desejo de brincar com a estética da luz estava latente e se manifestaria, de fato, pela primeira vez em meados daquela década.

    LUZ PRIMEIRA

    Em Veneza, após uma bela refeição e “uma garrafa de vinho só para mim”, Maurer conta que se deixou levar pelo “delirium” e voltou ao quarto de hotel, tirou uma soneca e ao acordar teve a inspiração para sua primeira criação: Bulb. Era 1966, ele havia voltado para a Alemanha em companhia de sua primeira esposa, Dorothee Becker, também designer, onde abrira a Design M, sua primeira companhia.

    Bulb é uma lâmpada que encerra outra. A primeira, feita de cristal de Murano com base que emula um soquete, feita de metal cromado. Um ícone que remete à emergência do Pop Art – que influenciaria outros trabalhos do designer – e a fonte moderna mais básica da luz: a lâmpada de Edson ou elétrica. A luminária de Maurer logo chamou atenção e passou a fazer parte do acervo do MoMA, de Nova York, no início de 1969.

    Papel japonês e metal dão corpo à Floatation (1980), uma das primeiras criações de Ingo Maurer que usam o material nipônico.

    VENTOS DE SUCESSO

    A segunda metade dos anos 1960 e os dez anos subsequentes foram de autopromoção para Maurer, em feiras de design, através de suas criações pouco convencionais. O primeiro sucesso viria em meados dos anos 70, com a incorporação de ventarolas japonesas tradicionais como resposta material à busca por uma filtragem para a luz que fosse quente e macia.

    As peças eram produzidas no Japão artesanalmente com bambu e papel pelo pescador e artesão Tatsuo Shigeki. Maurer mandou alguns exemplares para Munique, onde posteriormente, os instalou em uma armação para o corpo do primeiro pendente. A luminária passou a ser vendida pela Bloomindale’s, em 1977, e por uma centenas de lojas na sequência. Uma série de outras peças passou a incorporar a manufatura japonesa e a produção seguiu até 1984.

    Os 70’s também deixaram outro legado japonês: a paixão pelo papel. O material seria utilizado em outras tantas criações como o pendente Floatation (1980) e a luminária de mesa Kokoro (1998). Aliás, o repensar de materiais e temas se tornaria uma constante na obra do designer alemão, bem como a experimentação, muito presente nos anos 1980.

    Cabos de aço dão dinamicidade à estrutura minimalista do sistema YaYaHo (1984), desenvolvido ao longo de dois anos por Maurer

    Desta época, uma das inovações mais lembradas é o sistema YaYaHo (1984), inspirado em uma noite havaiana, e que usa halógenas de baixa voltagem dispostas em cabos suspensos que oferecem liberdade de escolha para a quantidade de dispositivos, altura e posicionamento das unidades.

    O sistema foi apresentado há 38 anos, na edição da Euroluce da Semana de Design de Milão e seria bem recebida pelo mundo do design de interiores na Itália e na França. No final da década, em 1989, Maurer ganhou ainda sua primeira oportunidade de criar uma instalação de natureza não-comercial com a mostra “Ingo Maurer: Lumière, Hasard, Réflexion” promovida pela Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, em Jouy-en-Josas, próximo à Paris.

    EXPERIMENTAÇÃO SEM LIMITES

    “Tenho muita sorte de trabalhar com um material que não existe”, disse Ingo Maurer, em uma entrevista de 2017 ao podcast da varejista Arkitektura. Talvez por isso tenha tido tanta liberdade em experimentar os elementos que o ajudariam a transmitir a poesia da luz.

    Assim, a década de 1990 trouxe algumas das criações mais icônicas de Maurer na bagagem: a lâmpada alada Lucellino (1992); a explosão de porcelanas, Porca Miseria! (1994) e a customizável Zettel’z (1995) – com seus recados – entram no mercado em um intervalo curto de três anos. Porca Miseria!, porém, é franca candidata a luminária que mais causa espanto com seu movimento em câmera lenta, inspirado em um filme de Michelangelo Antonioni, “Zabriskie Point” (1970). Conta a história, que este era o nome original do pendente, até a exclamação italianíssima de um visitante da Euroluce de 1994.

    Na FAS Iluminação é possível encomendar uma Porca Miseria!, a luminária será adaptada ao cômodo onde vai ser instalada

    Sua empresa já não é a Design M, há tempos, e a Ingo Maurer GmbH agora contava com uma equipe; a criatividade dos parceiros multiplicou a forma de experimentar e enriqueceu ainda mais a produção, tanto de luminárias, quanto de projetos públicos, privados, externos e instalações de arte dos anos 90 em diante.

    Nesta altura, o LED entrou forte como escolha de fonte luminosa e Maurer espalhou seus “delírios” por estações de trem, hotéis, museus, fachadas de edifícios, desfiles de moda, lojas e residências até meados da última década. Em 2008, mais um passo para a companhia: foi inaugurado o showroom de Munique, com 700 m2.

    Em 2019, Ingo Maurer morreu, após complicações em uma cirurgia. Tinha 87 anos, foi premiado e aclamado no mundo todo e fez de sua vida e trabalho uma experimentação radical e apaixonada pela efemeridade da luz.

    Ingo Maurer é um dos mais expressivos lighting designers da história. Suas criações estão na FAS Iluminação, clique aqui e conheça as peças ou clique aqui para conversar pelo WhatsApp com um de nossos consultores.

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