Nascido em 1932, o alemão Ingo Maurer estudou tipografia, e aos 22 anos se interessou pelo design gráfico.
Depois de formado, viajou para os Estados Unidos, onde estagiou em Nova York e São Francisco.
Seu retorno para a Europa aconteceu em 1963, quando aportou na cidade de Munique.

Três anos mais tarde, em 66, inaugurou o estúdio "Desing M" e criou o seu primeiro artefato luminotécnico, batizado de "bulb".
A partir dali, o “Poeta da Luz”, como ficou conhecido, deu início à série de esculturas luminosas que seriam sua marca registrada.
O artista desfila versatilidade também em passarelas fora das pranchetas, e em meio ao suingue da salsa e o dedilhar das leituras segmentadas, lá está ele, elegantemente vestido e com os pés no clássico.

É dessa receita pouco ortodoxa que surgem as ideias, depois produzidas pela Ingo Maurer GMBH.
Premiadíssimo, o designer assinou alguns dos artigos mais relevantes da atualidade – peças que pararam, inclusive, nos catálogos de museus estrelados – caso da Light Structure, Little Black Nothing, YaYaHo, Los Minimalos Dos, Lucellino wall, Wo Bist Du Edison, Porca Miséria e Zettel'z.

O flerte com o mundo fashion rendeu a série MaMoNouchies, coproduzida com o estilista japonês Issey Miyake, feita de papel de arroz plissado.
Irreverente e provocativo, Ingo rompeu a monotonia pragmática do mercado de iluminação, obrigando os olhos a irem além do senso comum.

Seus trabalhos são pautados pela essência da luz e da tecnologia, arrematados pela estética e pela funcionalidade, predicados que são vistos em instalações como o Snowflake, concebido em plena 5ª Avenida nova-iorquina, a pedido da UNICEF, com 7 metros de diâmetro, 1.500 quilos, 16 mil cristais Baccarat e 300 leds.

Não à toa, seu portfólio atravessou fronteiras, foi inserido na agenda permanente de exposições do MoMa e do National Design Museu de NY, e chegou a 120 endereços ao redor do globo, dos Estados Unidos a Barcelona, de Pequim a São Paulo – aqui, no showroom da FAS Iluminação.